quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

M Maiúsculo




Na palma da mão da cigana
a letra de tudo que no mundo assombre:
Mistério, Mulher,
Montanha, Mar
E as curvas do teu nome:
Morgana

terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Júbilo/Flagelo



Um nome líquido
se congela na língua

pedra refrescante

degusto,
mantenho à míngua

deixo derreter a seu tempo
e não devoro:
evito a quebra da mandíbula,

degelo
essa pedra desigual

Por trás dos lábios
um nome tal
delicadamente duro
mistura sabores
de júbilo e flagelo

Em segredo
seguro
esse nome de gelo
na boca
e finjo ser pouca minha sede

como se não doesse
criar um interior escuro
(boca adentro)
para silenciar o belo

segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

PARADOXO


"A maior sabedoria é ter o presente como objeto maior da vida, pois ele é a única realidade, tudo o mais é imaginação. Mas poderíamos também considerar isso nossa maior maluquice, pois aquilo que existe só por um instante e some como um sonho não merece um esforço sério."

Schopenhauer, Parerga and Paralipomena.


Imagem -> "Isto Não É Uma Maçã" (1964), René Magritte

sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

O OLHO DE HÓRUS



Representado como um deus com cabeça de falcão, Hórus foi uma divindade importante nas lendas egípcias. A imagem que representa seu olho, "O Olho de Hórus", era um poderoso símbolo usado para proteção contra o mal. O "wedjat", como era pronunciado pelos egípcios ("O Todo" ou "O Olho Que Tudo Vê") também era usado para conferir sabedoria, saúde e prosperidade. Associado à vida e à ressurreição, os antigos egípcios, além de acreditar que este símbolo tinha grande poder e efeito mágico para restaurar a harmonia do mundo desestabilizado e para corrigir as coisas incorretas, também consideravam o Olho de Hórus uma representação da eterna renovação do reino, faraó após faraó.

De acordo com a antiga mitologia egípcia, o belicoso deus Seth arrancou fora o olho de seu sobrinho Hórus, que disputava com ele o controle do trono egípcio, após ter assassinado e esquartejado o próprio pai, Osíris. Thot, o sábio deus da Lua e patrono das ciências e da arte da escrita, pacientemente colocou o olho de volta e o curou.

As seis partes do símbolo também representam os 6 sentidos considerados pelos antigos egípcios: olfato, visão, pensamento, audição, paladar e tato.

Posteriormente, a tradição fez distinção entre a representação do olho direito (chamado "O Olho de Ra", associado ao Sol) e o olho esquerdo (chamdo "O Olho de Hórus", associado à Lua e à dimensão feminina dos seres mundanos e divinos). Contudo, essa distinção não é clara na mitologia egípcia.

A tatuagem foi feita na madrugada do dia 3 para o dia 4 de novembro de 2008. Coincidentemente, mais ou menos por essa data, uma amiga (Nelma) estava de férias no Egito. Ela resolveu trazer um presente para mim. Anteontem eu recebi: era um papiro com a famosa imagem do Faraó Tutancâmon, da XVII dinastia da Era Egípcia (1405-1367 a.C.).

Desenho -> Johnny Martins
Tatuador -> Charles Moura

domingo, 9 de Novembro de 2008


quinta-feira, 10 de Julho de 2008

leituras auto-destrutivas



Enquanto eu lançava aos ventos meus queixumes inúteis, vi entrar na galeria um velho de cabelos brancos, cujo rosto anunciava a reflexão e parecia prometer qualquer coisa de grande, embora não tivesse uma aparência muito cuidada: tudo, em seu exterior, denunciava ao primeiro olhar um desses homens de letras que, geralmente, são alvo do ódio dos ricos. Ele se deteve junto a mim.
-- Eu sou poeta -- disse-me.-- E gabo-me de ser um poeta de algum mérito, a julgar pelo número de lauréis que me têm concedido. É verdade que os dão freqüentemente também, por favor, a ignorantes. Por que então, me perguntarás tu, estás tão mal vestido? Pelo fato mesmo de ser poeta, eu te respondo: o amor às letras jamais enriqueceu pessoa alguma.

[...]

Mal havia Eumolpo acabado sua declamação, quando as pessoas que passeavam pelos pórticos fizeram cair sobre ele uma chuva de pedras. Acostumado a tais manifestações, ele cobriu a cabeça e fugiu do templo. Temendo que me tomassem também por poeta, eu o segui de longe, até a beira-mar. Ali, vendo-me fora do alcance das pedradas, eu me detive e disse a Eumolpo:
-- De onde te vem essa mania? Estamos juntos há apenas duas horas, e em vez de falar-me como todo mundo, tens dito versos. Não me admira que o povo te corra a pedradas. Vou fazer também um estoque de pedras, e toda vez que tiveres um acesso desses eu mesmo te quebrarei a cabeça.


imagem -> AN EXTEMPORARY DECLAMATION [de: Satyricon Complete File -- fico devendo o site de onde baixei. não consegui reencontrar.]

texto -> Petrônio (séc. I d.C.): SATIRICON

sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Satiricon



O homem nada mais é que um sopro
E a trama de seus anos é curta e frágil.
O túmulo segue nossos passos, cabe a nós,
Sabiamente, usar o prazer para embelezar,
O mais que pudermos, os nossos instantes.



imagem -> Hieronymus Bosch (1450-1516): O JARDIM DAS DELÍCIAS TERRENAS (1504),

texto - > Petrônio (Séc. I d.C.): SATIRICON

quinta-feira, 19 de Junho de 2008

A VIDA É LÍQUIDA




"Vem, senhora, estou só, me diz a Vida.
Enquanto te demoras nos textos eloqüentes
Aqueles onde meditas a carne, essa coisa
Que geme sofre e morre, ficam vazios os copos
Fica em repouso a bebida, e tu sabes que ela é mais viva
Enquanto escorre. Se te demoras, começas a pensar
Em tudo que se evola, e cantarás: como é triste
O poente. E a casa como é antiga. Já vês
Que te fazes banal na rima e na medida.

Corre. O casaco e o coturno estãos em seus lugares.
Carminadas e altas, vamos rever as ruas
E como dizia o Rosa: os olhos nas nonadas.
Como tu dizes sempre: os olhos no absurdo.

Vem. Liquidifica o mundo."

foto -> Johnny Martins (uma rua dentro da noite de Recife)

texto -> Hilda Hilst (Alcoólicas, Canto VI)

domingo, 8 de Junho de 2008

A Interpretação dos Sonhos


Querida amiga,

esta madrugada (já era dia claro, na verdade), acordei com um sonho que me tocou muito.

sonhei que estava com dois meninos, desconhecidos, olhando umas imagens (telas) pintadas em pedras que ficavam na beira de um rio ou mar. cada imagem, ao ser observada com mais atenção, revelava detalhes novos, novas cores ou elementos. os meninos eram adolescentes e não tinham ido lá comigo. ao ouvir os comentários deles, fascinados, "lembrei-me" de que aquelas imagens tinham sido feitas por mim e mais alguns amigos, dos quais, tu tinhas sido uma das artistas. falei pra os meninos: "eu e uns amigos fizemos essas pinturas". estávamos contemplando as "telas" no mesmo espaço, no meio das pedras, que pareciam mesmo pedras de beira de mar. os meninos começaram uma brincadeira de agarra-agarra que me pareceu um jogo bem erótico. deixei-os lá "brincando" e continuei olhando as "telas". na última delas (a que me lembro ter visto logo antes de acordar), era a imagem de uma "janela", mas parecia a janela de uma prisão ou calabouço. ficava na parte de baixo de uma pedra e eu tive que me abaixar pra poder ver melhor. quando me abaixei, a imagem, que era um quadrado com grades, iluminou-se, como se um projetor tivesse lançado um filme sobre ela e, sobre a grade escura, passava uma luz azul, cor de água de piscina, e a imagem de um corpo branco masculino (uma silhueta ou sombra, só que totalmente branca, cor de cal) como se estivesse nadando. ao lado, havia um texto e eu ouvi uma música (como se cantada pelo Pato Fu!). dizia o seguinte (música/texto):

pai coral, espírito das pedras,
quero ver quem depois
vai ter coragem de se banhar nesse rio
e depois
desaguar nesse mar de realidade

olha pra mim!


eu tinha ido lá para ver "algo", ou talvez buscar alguma coisa que ficava mais fundo, dentro das pedras. eu tinha que penetrar mais fundo em algum buraco para chegar em algum lugar. era escuro, mas as imagens me davam vontade de continuar caminhando, sem medo.

quando eu ainda estava na "superfície", iluminada pelo Sol, chegaram umas meninas, também adolescentes, muito lindas. uma delas tinha uma tatuagem ao redor do olho esquerdo, como se fosse lápis delineador, mas era uma tatuagem. eu tive a sensação de já ter visto aquela imagem em alguma fotografia.

acordei encantado! liguei a luz e fui imediatamente copiar o texto. tentei relembrar as outras telas do sonho e seus respectivos textos (todas tinham um texto ao lado -- um poema -- que acrescentava novas significações ao que estava pintado), mas não consegui recuperar da memória. fiquei com a sensação de que esse sonho era uma "continuação" de um sonho tido na noite anterior.

ai, que falta me faz a psicanálise!

beijo!

texto -> e-mail enviado a uma amiga hoje.

imagem -> Wilhelm Von Gloeden (1856-1931)

quinta-feira, 22 de Maio de 2008

tomates, poesia, infanticídio e outras palavras avermelhadas...



CULTIVANDO A POESIA

outrora
(verdes)
folhas envelhecidas
(amarelas)
penduravam-se pela ordem alfabética dos jornais que calavam sobre o roubo
do ouro

e sobre a fome de poesia

os jornais apenas farfalhavam
sobre a criança morta

no jardim

de repente, brotaram das veias
dos nomes
das coisas

versos vermelhos
como tomates que ninguém atirou
para suplantar o poema


tela -> Karen Cooper: Tigela azul larga de tomates excessivamente maduros
texto -> Johnny Martins

sexta-feira, 9 de Maio de 2008

as pessoas e as coisas




A bengala, as moedas, o chaveiro,
A dócil fechadura, as tardias
Notas que não lerão os poucos dias
Que me restam, os naipes e o tabuleiro,
Um livro e em suas páginas a ofendida
Violeta, monumento de uma tarde,
De certo inesquecível e já esquecida,
O rubro espelho ocidental em que arde
Uma ilusória aurora. Quantas coisas,
Limas, umbrais, atlas e taças, cravos,
Nos servem como tácitos escravos,
Cegas e estranhamente sigilosas!
Durarão muito além de nosso olvido:
E nunca saberão que havemos ido.

texto -> Jorge Luis Borges (1899-1996): As coisas
Imagem-> René [François Ghislain] Magritte (1898-1967): A condição humana (1933)

sexta-feira, 2 de Maio de 2008

un río caudaloso



Chorreándose en el cuerpo de mi hombre,
mi amor toca tambor y flauta
en las montañas de mi tierra,
dispara con ametralladora
su descarga de besos.
Es un amor de guerra
con «adiós» y «nos vemos»
un amor con señales de humo
-a lo lejos-
un amor para llevarse en mochilas
para andar clandestino
por ciudades y valles.
Es un amor para cantar victoria,
para llorar heridos
y aprender de derrotas.
Mi amor es bien contento
aunque -a veces- me haga brotar el llanto
es grande como la esperanza
y el valor de mi pueblo;
tiene olores de finca
huele a tierra mojada y campo.
Mi amor es fiero,
ardiente como la libertad,
no conoce de tiempo,
anda dentro de mí
desbocado y rebelde.
Me ha llenado de luz
y lo llevo cargado como un fusil al hombro
lloro y río por él
por este amor hermoso,
claro, como tus ojos.

texto -> Gioconda Belli (1948): Mi Amor Es Como Un Río Caudaloso
imagem -> Claude Monet (1840-1926): Le Bassin Aux Nymphéas (1899)

sexta-feira, 18 de Abril de 2008

a poesia que procuramos...

"Assim seja a poesia que procuramos, gasta como
por ácido pelos deveres da mão, penetrada pelo
suor e pela fumaça, cheirando a urina e a açucena
salpicada pelas diversas profissões que se exercem
dentro e fora da lei."

Neruda

quinta-feira, 17 de Abril de 2008

pelas mãos do poeta...

"Quando o poeta surgiu inteiramente amadurecido
Pronunciou-se a satisfeita Natureza (o globo impassível e redondo, com todos os seus espetáculos do dia e da noite), dizendo: Ele é meu!
Mas falou também a Alma do homem, orgulhosa, ciumenta, e desarmonizada: Não, ele é exclusivamente meu;
Então o poeta inteiramente amadurecido colocou-se entre ambas, e levou-as pelas mãos;
E hoje e sempre assim ele se encontra, misturando-as, fundindo-as, segurando as pelas mãos, firmemente,
Mãos que ele jamais largará até ser capaz de reconciliá-las,
E de fundi-las, inteira e alegremente.
"

Walt Whitman

sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

herberto helder



Tenho uma pequena coisa africana para dizer aos senhores
"um velho negro num mercado indígena
a entrançar tabaco"
o odor úmido e palpitante sobe dos dedos

>> Antropofágicos, Texto 7 (fragmento) ::: Herberto Helder
.

quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

AO MEU PAI

Por que não me esqueces
Velhíssima-Pequenina?
Nas escadas, nas quinas
Trancada nos lacres
No ocre das urnas
Por que não me esqueces
Menina-Morte?

Sempre à minha procura.
Tua rede de avencas
Teu crivo, coágulo
Tuas tranças negras

Por que não viajas
No líquido cobre
Da tua espessura?


Da morte. Odes míminas XII (fragmento) ::: Hilda Hilst

João Martins de Morais: meu pai. morreu ontem. neste momento, tomo emprestadas de HH as palavras possíveis.

quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

UN DIOS MACHO



"Solo la oscuridad de las almas extrañas de la naturaleza ha podido inventar un dios macho con una madre virgen, para quien el placer que produce la vida es pecado"

Sofia de los presagios, de Gioconda Belli

[na foto: criação de Christian Dior (em: http://forademoda.files.wordpress.com/2007/07/dior_ac_i08_f_013.jpg )]

sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

TESOURA DO DESEJO



foto: Luciana Marinho

sábado, 12 de Janeiro de 2008

TRASH



foto -> Johnny Martins

quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

CORES.&.LUZES



"A noite é não ter amor senão em luzes...."

Herberto Helder

photo by: Johnny, em 1º de janeiro de 2008.

sábado, 1 de Dezembro de 2007

O Lobo do Homem

Dias Gigantescos (1928), René Magritte




Meus ouvidos domesticaram-se atentos

Aos sussurros de dentro, da matilha,

À lição do salto certeiro no escuro,

Na noite forjada em trilha e céu

-- E eu inteiro, morro inchado de tanto chão --,

A vaiá-la com toda força do meu urro.


Foi necessário, a miúde,

Ostentar presas de ameaça,

Arrancar da caça entranhas,

Guardar atrás dos olhos

As baças sanhas da solidão,

As frias incertezas, as desgraças...

E guardar também, atrás do olho,

A inquietude estranha

Da vermelhidão do choro.



Sobreviver a tudo e proteger os meus

Esta é a lei que nasceu comigo;

O jorro gotejante dos instintos,

A pele envelhecida em tortas linhas.


Ao meu corpo uma ancestral fome

Todos os crimes ofereceu:

Acostumou-me ao sangue,

À repetição de um mudo cio,

Ao vazio De uma rima sem nome.


Um dia encontrarei meu caçador.

Ele não arrancará meu interior cansado,

Não se aquecerá com a pele envelhecida,

Não desfilará com minha cabeça à mostra.


E quando, enfim, eu for caçado,

Restará um corpo abandonado ao lodo,

E, após o tiro, ele dará as costas

Aliviado pelo uivo final de seu lobo



Johnny Martins

sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

Loucuras Essenciais

Sin Esperanza, Frida Khalo


[...] venho caindo de sonho em sonho [...] Ainda tenho alguma verve para a tarefa do dia-a-dia; mas tudo me leva para pensamentos mais profundos, mais doloridos e uma vontade de penetrar no mistério da minha alma e do Universo.
Eu me indago, de mim para mim, se, por acaso, não é amor que me corrói. Mas vejo bem que não. Passei a idade de tê-lo, fugindo dele, para que ele não me criasse sofrimento e não prejudicasse a minha ambição de glória. A própria Heloísa achava-o nocivo nos homens de pensamento; é verdade que ela também achava o seu Abelardo virtuoso.
Diário do Hospício, p.60-61. Lima Barreto.


"Se uma idêntica essência, embora revestindo-se de formas diversas, existe nos sujeitos singulares, é necessário que a essência que assumiu essas formas seja aquela mesma essência que assumiu outras formas, de modo que o animal que possui a forma racional seja o mesmo animal formado pela irracionalidade, mas assim o animal racional seria ao mesmo tempo animal irracional, com a conseqüência de que teríamos a simultaneidade dos contrários no mesmo sujeito." Abelardo

segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Memórias de um doente dos nervos













“[...] dei nomes de moças a grande número das almas-pássaros”.

  • tela: Les demoiselles d'Avignon, de Pablo Picasso

  • texto: Memórias de um doente dos nervos, publicada em 1903 pelo juiz Daniel Paul Schreber, na qual faz o relato de seus delírios durante crises de um distúrbio mental que lhe acomete. O livro é famoso por ter sido objeto de um estudo psicanalítico acerca da paranóia realizado por Sigmund Freud, que em 1911 publicou suas investigações sob o título de O caso Schreber.

domingo, 25 de Fevereiro de 2007

SEGUNDO O TEMPO




tempo alado
de asas mais veloses que as minhas.

o intervalo
sou eu quem faço
entre
uma

partida

e outra.


foto -> Luciana Marinho
texto -> Johnny Martins

quarta-feira, 17 de Agosto de 2005

Analfabetismo emocional...

"I tried so hard
And got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
To lose it all
But in the end
It doesn't even matter"
[In The End - Linkin Park]

segunda-feira, 15 de Agosto de 2005

ENSAIO DE VULGARIZAÇÃO

"Não queremos fatigar a atenção (aqui realmente piedosa) dos leitores, para esses confrontos que acabariam por ser demasiado prolixos num simples ensaio de vulgarização." (João Ribeiro, O Folclore, p. 201-2002)

domingo, 14 de Agosto de 2005

AVE CÆSAR !!!

Foto: o sobrinho mais lindo da História: Júlio César [4 meses]



O diagnótico foi: "celulite facial"! estou com nariz vermelho e muito dolorido.

anti-inflamatório de 12 em 12 horas e antibiótico de 6 em 6 horas durante 1 semana!

olho no espelho e pareço um palhaço! [diante do contexto polí­tico nacional, acho q meu novo layout está de acordo]

e ainda tenho que escrever 15 páginas sobre a mise en abyme em O Caderno Rosa de Lori Lamby! esse parto tá doendo, junto com meu nariz!

((o.-)) ouvindo meus pensamentos abismais.

segunda-feira, 8 de Agosto de 2005

THANX 4 CUMIN'



"Se um dia te afastares de mim, Vida -- o que nõo creio
Porque algumas intensidades têm a parecença da bebida --
Bebe por mim paixão e turbulência, caminha
Onde houver uvas e papoulas negras (inventa-as)
Recorda-me, Vida: passeia meu casaco, deita-te
Com aquele que sem mim há de sentir um prolongado vazio.
Empresta-lhe meu coturno e meu casaco rosso: compreenderá
O porquê de buscar conhecimento na embriaguês da via manifesta.
Pervaga. Deita-te comigo. Apreende a experiência lésbica:
O êxtase de te deitares contigo. Beba.
Estilhaça a tua própria medida."

[poema IX de ALCOÓLICAS, Hilda Hilst]
Foto: Cássio Rodrigues e Hilda Hilst, no Aeroporto de Congonhas(SP), embarcando com destino a Paris, 1957.

quanto a mim: gripe.

sexta-feira, 5 de Agosto de 2005

OPS!


Acho que acabo de criar outro blog!